segunda-feira, 28 de julho de 2014

Entre números e fatos: Cultura SESC na Escola Osmundo Faria


          Os números fazem parte do nosso cotidiano e, para aqueles que lidam com livros, representam muito mais do que uma forma de se medir ou quantificar. Eles emitem vibrações e podem comunicar-nos o subjetivo.  Vamos fazer uma tentativa com os números possíveis na 2ª edição do Cultura SESC em Parnamirim, realizado no dia 25 de julho, na Escola Municipal Osmundo Faria.

Foram, em média, 300 crianças atendidas, na faixa etária de 6 a 11 anos;
8 horas de trabalho dos oficineiros e professores;
11 oficinas oferecidas, distribuídas em 10 salas de aula, 1 biblioteca e 1 sala de vídeo;
100 professores envolvidos, entre os docentes da escola e os mediadores de leitura;
46 escolas participantes.




          De posse de alguns números, seria possível calcular, então, as infinitas possibilidades de vivências poéticas, e o leque de novas  expectativas de trabalho que transcendem a esses numerais?

          Não.  Não é possível calcular o que residiu no coração de cada menino e menina; nem é possível medir o nível de seus desejos e ânsias de ler, brincar e sonhar.  Nem tampouco é realizável enumerar os desdobramentos que terão, nas salas de leitura e bibliotecas escolares, no coração de outras crianças distribuídas nas escolas de Parnamirim.

          Nas oficinas com o Pequeno Príncipe, de Exupery, de poesia, estórias cantadas e tantas outras, não é praticável ingressar na alma infantil e passear pelo seu imaginário, contar quantos sonhos se construíram.

 

          E, falando em formação de leitores de literatura, não é factível calcular quantos, do bairro de Passagem de Areia, saem leitores.  

          Muito grata ao SESC pela nobre parceria.  Avancemos!  Por um Rio Grande do Norte de leitores!

sábado, 26 de julho de 2014

Biblivre é tema da formação de setembro para os mediadores de leitura

          Apesar de tantos recursos e informações disponíveis em nosso século, estamos a viver um tempo em que - ainda - se percebe que uma parcela representativa da população brasileira não vê na leitura uma necessidade ou um prazer em seu dia a dia.

          Para contornar esse problema – também de ordem social – deve-se conclamar outros atores para auxiliar a minimizar ou, quem sabe, extirpar tal problema.  

          Os bibliotecários são um grande auxílio na promoção da leitura.  O projeto "Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura" sonha com uma parceria efetivada em nossas bibliotecas escolares com esses profissionais.  

          A formação do mês de julho trouxe o bibliotecário da Biblioteca Zila Mamede (UFRN), Raimundo Muniz para introduzir o processo de automação utilizando o Biblivre, um software livre que permite a catalogação do acervo utilizado em mais de 6 mil bibliotecas no Brasil e em países lusófonos.



Os mediadores do turno matutino

Raimundo Muniz fala aos professores do turno vespertino


          Raimundo Muniz destacou a importância da organização da biblioteca e apresentou a ferramenta em caráter introdutório para os mediadores de leitura dos turnos matutino e vespertino. 
        
          Na ocasião, recebemos a visita da secretária municipal de Educação, Vandilma de Oliveira, que cumprimentou aos presentes e parabenizou aos mediadores que vem executando um trabalho de extraordinário alcance na cidade de Parnamirim.



A imprensa presente registrou o encontro

Secretária Vandilma de Oliveira e o bibliotecário Raimundo Muniz (UFRN)


          Principalmente se lembrarmos que um grande número de cidadãos de Parnamirim só tem acesso aos livros nas salas de leitura e bibliotecas escolares, precisamos facilitar o acesso a tais bens culturais e se é na biblioteca que são guardados os tesouros de uma instituição escolar, então a mesma deve ser devidamente organizada, de forma tão atraente que leitores desejem adentrar.  

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Cultura SESC traz a escritora Salizete Freire para um bate papo com a EJA



          Paulo Freire já dizia: “ninguém opta pela tristeza e pela miséria, ninguém é analfabeto por opção”. E, para a inversão das desigualdades, a Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de educação imprescindível.  São homens e mulheres que, por motivos mil, tardaram nos seus estudos e, só agora, estão nas escolas.

          Mesmo para aqueles que nunca frequentaram os bancos da escola, desde sempre, conviveram com um mundo real, lotado de objetos, sinais e códigos que remetem à leitura.

          E, para atrair essa faixa especial, as leituras devem ser significativas, de forma que se aproximem da realidade do aluno.  

          Ninguém melhor para fazer isso do que a escritora potiguar Salizete Freire! 

          Nada melhor que a literatura! 

          Na última noite do dia 25 de julho, na abertura do Cultura SESC, a escritora potiguar falou do interior, relembrou leituras de suas obras e também fez um passeio com a família de retirantes em "Vidas Secas", de Graciliano Ramos.  Junto aos alunos lembrou de Baleia, o cão que acompanha a família do personagem Fabiano durante a longa caminhada em busca de trabalho, moradia e alimento.



Enquanto a escritora autografa as obras, Secretária Vandilma também relembra suas memórias poéticas


          Na abertura da noite cultural, os humoristas Bisteca e Butuca fizeram um show que encantou ao público presente. 



Os humoristas Bisteca e Butuca

          A secretária municipal Vandilma de Oliveira também participou do bate-papo, recitando um poema memorizado desde a infância, de autoria de um dos menestréis de sua cidade.  Ao fim, Salizete pôde autografar os livros dos presentes.

          Enfim... uma noite dedicada a poesia, a prosa, a literatura!


Secretária de Educação de Parnamirim, Vandilma de Oliveira, a escritora Salizete Freire
e a gerente do SESC, Ana Maria Fagundes

Parte da equipe de professores e mediadores de leitura
Satisfeitas com a noite agradável




Ivanira Paisinho promove "Chá das Vovós"


           A Escola Municipal Ivanira Paisinho, através da iniciativa da mediadora de leitura Celene Cardoso, ao celebrar o dia 26 de julho, Dia das Avós, também comemorou a data, tão especial, com um chá.   Foi a obra no estilo tangolomango de Celso Cisto - "O Chá das Dez" - que inspirou a equipe da escola para o evento.

          No Chá das Dez - que aconteceu às 8 horas - os netos leram títulos como "Vou pra casa da vovó", de Carmem Lúcia Campos e os mais experientes, como o Sr. Antonio Francisco, leram para os seus, livros como "A Caligrafia de Dona Sofia", de André Neves. 



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          As gerações mais antigas sempre tiveram papel fundamental na educação dos mais novos. Por que não poderia, também, ser estendido à formação dos netinhos como leitores?

          Ações como essas podem estimular à criação de uma nova tradição, repassada de geração a geração: netos que leiam para suas vovós, e vovós que compartilhem leituras com seus descendentes.






 


           Ao fim das apresentações, lembrancinhas e um chá gostoso foi oferecido a todos os presentes.  Salve o dia das vovós!


terça-feira, 15 de julho de 2014

Agendem!



          Temas urgentes, como a promoção da leitura, não decorrem apenas da atuação do Estado, mas são de responsabilidade de todos, o Projeto “Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura” tem, para solucionar e/ou minimizar o problema, estabelecido parcerias, como a do SESC, através do projeto “Cultura SESC na Escola".

          O evento consiste em um dia inteiro a oferecer oficinas, riquíssimas, cada uma na sua abordagem, como de Fábulas, Causos Nordestinos, Literatura Cantada, Poesia, Cordel na Matemática e outras mais. Um workshop é oferecido, em especial, aos mediadores de leitura.

          As datas e locais confirmados para a próxima edição são:

Escola Municipal Osmundo Faria, dia 25 de julho, das 7h às 17h, com abertura no dia 24 de julho, às 19h, no Auditório Vinicius de Medeiros, com público da Escola Municipal Nestor Lima e Augusto Severo (EJA). 

Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, dia 10 de Outubro, das 7h às 17h, com abertura com abertura no dia 9 de outubro, às 19h, no Auditório Vinicius de Medeiros, com público da Escola Municipal Augusto Severo (EJA).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O trabalho, o Rio, a Poesia

         
          Todas as profissões tem sua importância.  Essa foi a máxima que o Projeto “Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura” utilizou para celebrar o Dia 1º de Maio.  
           
          Cada um na sua área de atuação, pois é a poesia que nos impulsiona e nos fortalece ao trabalho.  O Sarau foi intitulado "Artes e Ofícios: um Sarau de Aprendizes para Mestres".

          Ora, se a medicina contribui para curar doenças, a poesia ajuda a restaurar a alma; se os maquinistas encurtam distâncias, é a poesia que nos leva para mais perto de Deus. Juntos: juízes e a poesia estabelecem a verdade; carteiros e poesias transportam recados; professores e poesias ensinam princípios.  Se formos sensíveis, o relojoeiro verá a poesia da vida nos ponteiros do relógio, e assim também o fará o pescador com suas tarrafas.

          Não há muito o que dizer: apenas que se tratou de um evento singular na história de nosso país.  As honras seguem com os devidos registros fotográficos:





  • Para aqueles que encurtam as distâncias através dos trilhos de aço, dedicamos o poema “Trem de Ferro”, de Manuel Bandeira, homenagem feita pela Escola Municipal Maria de Jesus ao maquinista José Valmi Torres.




Para os que se esmeram na precisão das horas, dedicamos o texto poético de Eclesiastes capítulo 3, homenagem feita pela Escola Municipal Enedina Eduardo do Nascimento ao relojoeiro Edgar Francisco Ferreira.






Para aqueles que salvam vidas, com muita dedicação, curam feridas, dedicado o poema “Médico”, de Léo Cunha, homenagem feita pela Escola Municipal Jussier Santos ao médico Uraquitan Lopes de Sousa.






Para os que prepararam quitutes, sem perder a doçura, o poema “A Cozinheira”, de Roseana Murray, homenagem feita pela Escola Municipal Eulina Augusta para a doceira D. Maria Nazaré de Oliveira Francisco.

 




        


Para os que servem à pátria, com destemor, trecho da obra “O Pequeno Príncipe”, de Saint Exupéry, homenagem feita pela Escola Municipal Cícero Melo ao militar Cel. André Luís Gomes Monteiro.






  • Para os que lidam, na sua vida diária, com a temática da morte, o poema “Tributo ao Coveiro” de José de Castro, homenagem feita pela Escola Municipal Francisca Bezerra a o coveiro Hélio Severiano de Medeiros.




Para aqueles que trazem à cena as gargalhadas, o poema “Comparsa do Riso”, de Bernardo de Mendonça e a música “Sonhos de um Palhaço” de Antônio Marcos, homenagens feitas pela Escola Municipal Silvino Bezerra e o Prof. Neemias Damasceno, com a participação do escritor e artista Francisco Martins a Júlio César, o Palhaço “Fininho”.





  • Para aqueles que fazem do socorro uma causa nobre, dedicamos o poema “Tributo ao Bombeiro”, de M. M. Portella, homenagem feita pela Escola Municipal Maria Francinete ao bombeiro Cel. Elizeu Dantas.




  • Para os que servem por detrás de um balcão, os bodegueiros, dedicamos o poema “Parafuso de Cabo de Serrote”, de Jessier Quirino, homenagem feita pela Escola Municipal Augusto Severo ao comerciante Emídio Alves da Silva. 





  • Para os que fisgam peixes em longas viagens ao mar, a música “Praieira dos meus amores”, de Othoniel Menezes, homenagem feita pela Escola Municipal Eva Lúcia ao pescador Etonis de Moura Xavier.






Para as que trazem vidas, através de abençoadas mãos, o poema “Parteira”, de José de Castro, homenagem in memoriam, feita pela Prof.ª Marliete Farias, a Rosa Fernandes.  
 



Para os que labutam pelo estabelecimento da justiça, o trecho poético do “Sermão da Montanha”, em Mateus capítulo 5, homenagem feita pela Escola Municipal ao Juiz de Direito Valter Antônio Silva Flor Júnior.
 



Para os que inspiram os tantos ofícios, os professores, o poema “Eva viu a Uva”, do professor cordelista Hailton Mangabeira, homenagem feita pela Escola Municipal Manoel de Paiva para a Prof.ª Luciene Soares.





Para os que juntam o que a humanidade descarta, o poema “Tributo ao Gari”, do Prof. Geraldo Ribeiro Tavares, homenagem feita pela Escola Municipal Alzelina Sena ao gari Benedito José Ferreira.





  • Para os que transportam notícias e saudades, o poema “Todas as Cartas de Amor”, de Fernando Pessoa e a música “Devolva-me” de Adriana Calcanhoto, homenagem feita pela Escola Municipal Hélio Galvão e Eulina Augusta, respectivamente, ao carteiro Raul Francisco de Oliveira.   
 


       

  • Para os nobres cidadãos que repousam, após um tempo de lida, os aposentados, o poema “Mané do Riachão”, de Patativa do Assaré, homenagem feita pela Escola Municipal Jacira Medeiros.