segunda-feira, 30 de março de 2015

Ao respeitável público: o Circo de Poesias!

          A Escola Municipal Ivanira Paisinho promoveu no Dia Nacional do Circo, dia 27 de março, o Circo de Poesias, baseado na obra do escritor potiguar Weid Souza, presente no evento.  E, no meio do picadeiro, com todas as luzes sobre si, estava lá, a Sua Majestade, o objeto livro.  No mesmo dia e horário, a Escola Íris de Almeida também celebrava a arte circense e a literária.

          Leituras cuidadosamente coreografadas foram executadas por mais de três centenas de meninos e meninas leitoras nas duas escolas, nos bairros de Monte Castelo e Cohabinal.


A leitura no Íris de Almeida
As crianças leitoras à caráter

O cenário
          Parabéns para as mediadoras de leitura Celene Cardoso e Francilene Nunes, para o escritor Weid Souza e para todos os professores que, com malabares de livros nas mãos, são 'domadores' dos ainda não leitores. Que ao respeitável público, as crianças, seja dada a elas o devido respeito.  A elas, o livro!


Leitores próximos ao escritor Weid Sousa na Escola Ivanira Paisinho
A homenagem ao autor e obra
Os personagens do livros ganham vida e...
... leem!

sexta-feira, 27 de março de 2015

"Os Livros que Carrego na Mochila": Fundamental ll estrutura projeto e plano de ação para 2015

          Em um contexto onde os adolescentes ainda resistem à literatura, como a biblioteca escolar pode contribuir para a formação de leitores? Como superar os desafios dessa atual geração e formar leitores autônomos que gostem de ler? Quais os suportes de leitura preferidos pelos jovens?  Essas e outras tantas perguntas foram levantadas durante as mais de vinte horas devotadas para a construção de um projeto específico para o Ensino Fundamental ll, entre os dias 24 a 27 de março de 2014, manhã e tarde, sob a articulação das Profªs Juscely Confessor e Aurinay Diniz.  Ao fim do processo, foi escolhido o nome do projeto: "Os livros que carrego na mochila".

          Para um grupo de duas dezenas de mediadores de leitura incluir o livro na mochila dos adolescentes é uma tarefa desafiadora, mas, talvez por isso mesmo, fantástica.



 
 


          Ora, se é, principalmente, na escola que se oportuniza ao jovem entrar em contato com os livros, então a tarefa de gostar de ler e incluir o livro na mochila deve ser encarada de frente.  E assim fará este grupo!  E, mesmo em um vasto mundo de entretenimento fácil como este que estamos vivendo e que o mercado cibernético oferece, o lugar para a literatura permanece resguardado. Assim cremos. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

"O Poetinha" para os pequenos leitores!

          Dizem que é pela poesia que se iniciam todas as Literaturas.   Pois se é assim, é, exatamente, por essa porta de entrada que a Educação Infantil inicia seus trabalhos de promoção da leitura.  

          O Centro Infantil Djanira da Mota celebrou o Dia da Poesia com a obra do escritor Vinicius de Moraes nesta última sexta-feira, dia 20 de março de 2015, dia que antecedeu o Dia Mundial da Poesia.  Com a colaboração de toda a equipe: professores, coordenadores, diretores, apoio, as mediadoras de leitura Simone Leite e Laíse Nóbrega leram poemas clássicos do ‘poetinha’ como “A Porta” e “O Relógio”, para as crianças que, como de se esperar, se envolveram, na presença de seus pais que foram prestigiar o evento.  Belas e sedentas pela beleza da arte, receberam, em rimas e estrofes, porções valiosas de uma das mais populares obras de Vinicius de Moraes, o clássico "A Arca de Noé".




sexta-feira, 20 de março de 2015

Você já assinou?

         
         O Movimento por um Brasil Literário manifesta sua intenção de concorrer para fazer do País uma sociedade leitora. Reconhecemos como princípio o direito de todos de participarem da produção também literária. No mundo atual, considera-se a alfabetização como um bem e um direito. Isto se deve ao fato de que com a industrialização as profissões exigem que o trabalhador saiba ler. No passado, os ofícios e ocupações eram transmitidos de pai para filho, sem interferência da escola.

          Alfabetizar-se, saber ler e escrever tornaram-se hoje condições imprescindíveis à profissionalização e ao emprego. A escola é um espaço necessário para instrumentalizar o sujeito e facilitar seu ingresso no trabalho. Mas pelo avanço das ciências humanas compreende-se como inerente aos homens e mulheres a necessidade de manifestar e dar corpo às suas capacidades inventivas. Por outro lado, existe um uso não tão pragmático de escrita e leitura. Numa época em que a oralidade perdeu, em parte, sua força, já não nos postamos diante de narrativas que falavam através da ficção de conteúdos sapienciais, éticos, imaginativos.

         É no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude.

          É o que a literatura oferece e abre a todo aquele que deseja entregar-se à fantasia. Democratiza-se assim o poder de criar, imaginar, recriar, romper o limite do provável. Sua fundação reflexiva possibilita ao leitor dobrar-se sobre si mesmo e estabelecer uma prosa entre o real e o idealizado.

          A leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições criadoras aos espaços em que convive. Compreendendo a literatura como capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o ainda por conhecer; considerando que este diálogo das diferenças, inerente à literatura, nos confirma como redes de relações; reconhecendo que a maleabilidade do pensamento concorre para a construção de novos desafios para a sociedade; afirmando que a literatura, pela sua configuração, acolhe a todos e concorre para o exercício de um pensamento crítico, ágil e inventivo; compreendendo que a metáfora literária abriga as experiências do leitor e não ignora suas singularidades.

          Outorgando a si mesmo o privilégio de idealizar outro cotidiano em liberdade, e movido pela intimidade maior de sua fantasia, um conhecimento mais amplo e diverso do mundo ganha corpo, e se instala no desejo dos homens e mulheres promovendo os indivíduos a sujeitos e responsáveis pela sua própria humanidade. De consumidores passa-se a investidores na artesania do mundo. Por ser assim, persegue-se uma sociedade em que a qualidade da existência humana é buscada como um bem inalienável.

          Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos, que inauguram a vida, como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária, a proposição é indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno.

 Escrito por Bartolomeu Campos de Queirós, em 2009, para lançamento do MBL.

Para assinar, clique aqui: brasilliterario.org.br

quinta-feira, 19 de março de 2015

Escola Luzanira Maria promoveu Sarau "Ternura em Versos"

          Mulher e poesia: há aliança mais perfeita que esta? Ambas: sensíveis e inspiradoras, contudo ainda lutam por mais distinção!

           Pois foi exatamente com poesia que as mulheres foram honradas na Escola Municipal Luzanira Maria, homenagem feita por todos os segmentos da escola, em um sábado mais que especial, em que se celebrou o Dia Nacional da Poesia, dia 14 de março de 2015.


O convite...
...e o painel que ambientou a escola
A escritora Drika Duarte lê sua obra
                 
                         Toda a comunidade escolar envolvida no sarau      
                  
           Aquelas que já são o conteúdo inspirador dos poetas receberam a homenagem de um sarau poético intitulado “Mulher, Ternura em Versos”, uma iniciativa da mediadora de leitura Rose Mafra com a participação da gestora, coordenadoras, professores, funcionários e pais, além da participação especial da escritora potiguar Drika Duarte.

          Por todo o seu propósito e história construídos, há razões de sobra para que a Mulher seja celebrada nos demais 364 dias de 2015 na Escola Municipal Luzanira Maria e em todas as demais.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Circo de Poesia acontece na Escola Erivan França, em Pirangi

          Celebrar a poesia como forma de arte na escola.  Esse foi o objetivo do "Circo de Poesias", momento ocorrido na Escola Municipal Erivan França, em Pirangi, neste último dia 13 de março de 2014, em um cenário encantador cuidadosamente preparado para as crianças do litoral parnamirinense.

          O escritor e arte-educador Weid Sousa esteve presente na Semana que se celebra o Dia Nacional da Poesia na escola em que se inaugura, de fato, o projeto este ano com as mediadoras Ana Leopoldina, Conceição 'Tila' e Cleomar Bezerra.

         Crianças e professores participaram de uma tertúlia com o escritor em uma tarde em que a poesia foi a protagonista de uma festa plena de ludicidade e respeito.  Parabéns ao litoral que recebe a poesia de braços abertos!





sábado, 14 de março de 2015

Uma reflexão sobre a Literatura Marginal com os poetas Rodrigo Ciríaco e Sérgio Vaz

          Durante o Encontro Nacional do Programa Prazer em Ler, conhecemos dois escritores, representantes legítimos da Literatura Marginal: Sérgio Vaz e Rodrigo Ciríaco, em um bate-papo coordenado por Beto Silva, assessor pedagógico do Programa do Instituto C&A. Ambos, impressionaram com suas performances literárias, comunicando sobre os problemas de onde vieram e com uma militância tão resistente quanto sua produção.

          Sérgio Vaz é poeta e fundador do coletivo da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), onde acontecem os saraus que transformaram um bar da periferia de São Paulo em centro cultural.  Compartilhou conosco sua trajetória e relembrou uma infância onde não faltava comida, nem livros adquiridos nos sebos. Jogava futebol de várzea e discutia 'Capitães de Areia'.  Para atrair novos leitores, usa o lema de Leminski "Distraídos, venceremos".

          Rodrigo Ciríaco é professor de História de uma escola pública de São Paulo e transformou suas experiências pedagógicas em um livro com composições de seus pupilos. Segundo o criador dos Mesqueteiros, os saraus acontecem com a poesia descendo do seu pedestal e beijando a comunidade.  "Porventura algum aluno não goste de ler, mas, com certeza, apreciará a literatura", afirmou o escritor.