sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Cego Guia e o Cego Leitor

          A dinâmica de grupo constitui um instrumento valioso que pode ser utilizado para vários fins que intentamos.  As escolas municipais de Natal, ganhadoras da 3ª edição do concurso Escola de Leitores, participaram da Dinâmica “O Cego Guia e o Cego Leitor”. 

          A dinâmica constitui em o ‘Cego Leitor’ conduzir o ‘Cego Guia’ até o coração da escola - a biblioteca escolar  - com trechos de obras sussurradas ao pé do ouvido. Com textos de Adélia Prado, Patativa do Assaré, Paulo Lemisnki e outros escritores, as professoras eram conduzidas até a biblioteca escolar da Escola Municipal Carlos Bello Moreno.

          Com a participação de gestores, mediadores de leitura e coordenadores, a dinâmica foi muito bem sucedida e agradável para todos os participantes.  As fotos comprovam! Fica a dica para a execução!






quarta-feira, 24 de junho de 2015

Alavantu, livros!

          E entre o pé de moleque, a canjica e as bandeirinhas, o chapéu de palha e a sanfona, nas festas juninas das escolas de Parnamirim, um objeto também tomou cena: o livro! 

          Ele estava lá para ampliar o olhar sobre ele de toda a comunidade escolar e, também, para aprofundar o universo da literatura, reforçando a importância da sua promoção dentro da escola.  As estratégias foram as mais diversas e muito bem sucedidas de Vale do Sol a Pirangi, de Nova Parnamirim a  Bela Parnamirim. Algumas fotos ilustram a iniciativa de alguns mediadores de leitura!  No glossário das festas juninas: 'alavantu', ou seja, "Venham todos para a frente, livros!

Leitura da poesia popular de Francisco Martins na Escola Municipal Neilza Gomes
Evento literário na Escola Municipal Limírio Cardoso
Leitura de cordéis na Escola Municipal Antônio Basílio
E o Projeto recebe esta homenagem mais do que especial da Escola Municipal Joana Alves



domingo, 21 de junho de 2015

Sim. Os relatórios são importantes!

       


          O relatório, como já sugere o próprio nome, é o relato detalhado de um determinado ofício.  Entendendo como extremamente importante e necessário, o Projeto “Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura”, solicitada a cada um de seus mediadores de leitura este documento.  Uma etapa importante no semestre em seu desenvolvimento profissional.

          Um registro em caráter permanente das dificuldades enfrentadas no período na gestão do espaço, as ações desenvolvidas na mediação da leitura – com fotos que ilustrem tais momentos -  as vitórias colecionadas com os leitores, as necessidades com relação ao acervo e espaço, os desafios, enfim.  

          De posse desse instrumento, é possível reorganizar, também, nossas ações enquanto equipe, entendendo que “Não existe forma, método, fórmula ou suporte técnico único para colaborar na criação de um ambiente favorável à leitura. Pode ser um livro, um sorriso, uma música, uma ideia, uma história, um conto, uma palestra, a expressão simpática e sempre bem-humorada, uma visita, uma atitude atenciosa, uma resposta oportuna, uma informação ainda não solicitada, um gesto solidário ou uma atitude dinâmica em busca de soluções.” (MARTINEZ, Lucila, CALVI, Gian, p.24).  

P.S. O relatório é individual, deverá contemplar todo o primeiro semestre de 2015 e deverá ser deixado na Biblioteca Municipal Rômulo Wanderley até o dia 03 de julho.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Escola Osmundo Faria celebra o casamento dos personagens Maroca e Deolindo

          Toda festa junina que se preze, desde os tempos idos europeus, precisa ter uma cerimônia de casamento, sendo este um dos momentos mais esperados da celebração.

          Pois não foi diferente na Escola Osmundo Faria, em Passagem de Areia.  No dia 19 de junho, a instituição alegrou-se com o enlace matrimonial de Maroca e Deolindo – personagens do mini conto do escritor André Neves. 

          A abertura do momento foi com a voz de André Neves e o desenrolar da história se deu diante daqueles que ficaram até o fim da festa.  A Maroca fofoqueira, o Deolindo bêbado, o padre, o prefeito e tantos outros personagens estavam lá, dando vida ao conto do escritor pernambucano com a contribuição do Grupo de Dança Xaxado da Fundação de Cultura de Parnamirim.  

          Uma tarde festiva quando todos dançaram ao som do livro "Maroca e Deolindo".


A protagonista 

Maroca fofoqueira na janela
Na "cidadezinha qualquer"... com a mediadora de leitura Joseane Chaves
E Deolindo lê as cartas de amor que recebe
          P.S. A obra “Maroca e Deolindo” passeia por doze festas que servem de palco para os contos, seguindo uma cronologia mensal, evidenciando tradições e costumes próprios de determinadas regiões brasileiras ao longo de um ano. Em cada festejo exaltado, evoca danças, músicas, cheiros, sabores, cores, rituais e personagens que dão vida a um povo. Fica a dica!  Deixe o livro dançar dentro de você!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Escola Silvino Bezerra promove "Restaurante Literário"

“Não quero faca nem queijo.  Quero é fome.”
Adélia Prado

          A escritora mineira recorda, a todo e qualquer mediador de leitura, a sua função: instigar, em cada menino e menina do rio pequeno, a fome pela leitura.  De que adianta promover uma ação para alguém que não está interessado?  É necessário despertar o desejo e o respeito pelos livros, atiçar a fome para ser leitor. A pergunta é: como fazer isso?

        É preciso que se lance mão de estratégias criativas para encantar e promover experiências agradáveis junto a literatura principalmente entre os adolescente que habitam o Fundamental ll.

         No último dia 15 de junho de 2015, a ‘chef’ Luíza Branco, da Escola Municipal Silvino Bezerra, promoveu um “Restaurante Literário”: com direitos a garçons-leitores, mesas dispostas como que em um restaurante, um cardápio literário e leituras mil reservadas aos paladares mais avançados. Um mural também foi exposto para que cada alumo deixasse o seu recadinho poético.


 


          Não há receitas prontas, mas um trabalho árduo, perseverante e afetuoso que deve ser empreendido para tocar o coração e a mente de cada leitor – ou futuro leitor - individualmente.  Certamente uma experiência gastronômica para ficar na mente de cada adolescente do bairro de Santa Tereza.

O Papel da Escola no Incentivo à Leitura

Fonte: www.revistacrescer.globo.com, acessado em 20 de junho de 2015.

          Imagine uma escola em que as crianças topam com um livro a toda a hora. Quando querem procurar algo para fazer, lá estão os exemplares, disponíveis. Se é hora de procurar informações, também estão eles lá, como opções. Para incentivar a escrita, contar histórias, eles são as estrelas. E aqui, estamos falando de literatura: uma história que faça o leitor viajar, encontrar com medos, ver suas dúvidas, dar muita risada, descobrir o mundo. E treinar muito, claro, sua capacidade de leitura, de entendimento, de prazer com o livro. 
Crianças que convivem em ambientes de leitores e para as quais adultos lêem com freqüência, interessam-se mais pela leitura e desenvolvem-se com maior facilidade nesta área. CRESCER conversou com educadores, pedagogos, críticos de literatura infantil e especialistas em programas de incentivo à leitura e listou aqui o que pode fazer uma escola ser realmente parceira nesta bela empreitada. 

Leitura diária 
          Em muitas escolas, é comum a leitura diária de história, desde o primeiro ano de vida da criança. “Lendo, discutindo trechos da história e chamando a atenção para as ilustrações, favorecemos aspectos fundamentais da leitura, como compreensão de texto, seqüência narrativa, personagens e espaço”, diz Maria de Remédios Ferreira Cardoso, vice-diretora da Educação Infantil da Escola Móbile (São Paulo, SP). 

Oportunidade de manuseio de livros 
          Para que as crianças adquiram intimidade com os livros, é importante terem oportunidades de tocá-los, sem a intervenção de adultos. Fica tudo no ritmo da criança. 

Acervos diversificados 
         Os livros devem ser diferentes, adequados à idade dos alunos, constantemente atualizados e bem conservados. As visitas à biblioteca devem fazer parte da rotina das crianças e, no local, é importante haver um profissional capaz de orientar os alunos e estimular a leitura de obras adequadas. 

Os livros deles 
          Para as crianças, a possibilidade de levarem para a escola seus livros preferidos é um grande estímulo. Muitas escolas incentivam a prática, lendo em sala os livros dos alunos. Isso fará com que eles com compartilhem com os amigos e, quem sabem, emprestem um para o outro. 

       Pais como parceiros 
          As escolas devem chamar os pais como aliados no estímulo à leitura. Podem ser indicações em conversas, via internet ou em reuniões. Ou colocar livros à disposição na escola e convidar os pais a conhecer o acervo. 

Visita de autores 
           Encontros com autores são positivos para as crianças adquirirem maior intimidade com seus livros, histórias e personagens e perceberem que criar histórias é inclusive uma profissão. Mas a escolha precisa ser bem cuidada: de preferência, a escolha deve partir – ou pelo menos ser muito bem aprovada – pelas crianças. Nada de fazer as crianças conhecerem o autor indicado somente porque ele vai lá. O bacana é oferecer, ver o que agrada e contatar as editoras. 

Professores leitores e atualizados 
          Para atuar na formação de novos leitores, ninguém melhor do que professores leitores, nem a contratação de um professor deve ser efetivada caso ele não se revele um leitor ativo. “O trabalho feito por professores não leitores pode prejudicar o vínculo da criança com o livro, pois quem não garimpa livros antes da indicação e da adoção, nem sempre vai escolher títulos realmente capazes de sensibilizar os alunos”, diz Sueli Cagneti, professora de Literatura Infantil e Juvenil da Universidade da Região de Joinville (SC). Elizabeth Serra, pedagoga e Secretária Geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, concorda e acredita que a escola deve promover grupos de leitura entre professores, como parte de um projeto de formação continuada. 

Leituras obrigatórias 
          As leituras obrigatórias parecem ser um recurso inevitável, já que as crianças precisam vivenciar determinadas experiências literárias ao longo da vida escolar.  “Na escola Grão de Chão, utilizamos, por exemplo, uma ficha de avaliação em que a criança diz se adorou, gostou ou não gostou da leitura. Com isso, ela aprende que um texto chato para um, pode ser divertido aos olhos de outro”, afirma Paula Ruggiero, Coordenadora Pedagógica da escola. Quando for hora de apresentar os clássicos da literatura brasileira e mundial, o empenho em “conquistar” este novo leitor deve continuar. “Por apresentarem uma linguagem elaborada e tratarem de assuntos por vezes complexos, os clássicos precisam ser mais trabalhados em sala, fazendo trocas de opinião, predição sobre acontecimentos, explicações paralelas sobre fatores históricos, maneiras de pensar da época, por exemplo”, afirma, Maria Cecilia Materon Botelho, diretora pedagógica da SEE-SAW/Panamby Bilingual School. 

Nada de mensagens obrigatórias 
Livro não tem uma única interpretação, uma mensagem absoluta, muito menos obrigatória de a criança encontrar, ler nas entrelinhas. “Mais do que apreender o conteúdo de uma história, um poema ou uma ilustração, a criança deve se apropriar das estratégias de aproximação com os textos e com a literatura”, diz Peter O’ Sagae, leitor crítico e editor do site Dobras da Leitura.

domingo, 14 de junho de 2015

Feijoada Literária acontece na Escola Nestor Lima

          Quando a comemos, quase sempre é para festejar e celebrar: a feijoada, nosso signo de brasilidade na culinária. 

A mediadora Gilvanete Nunes

         
          Não foi diferente na Escola Municipal Nestor Lima: a feijoada estava lá para completar o menu de livros e leituras durante o encontro da Confraria de Leitores do Fundamental ll. Durante a reunião, poemas lidos por alunos, mães e pela gestora da escola - evento que ocorreu dentro da biblioteca escolar da instituição. Uma ideia genial colocada em ação pela mediadora de leitura Gilvanete Nunes: uma "Feijoada Literária".

          Já disse um dos maiores pesquisadores da cultura brasileira, nosso potiguar e mundial Câmara Cascudo, na sua célebre obra “História da Alimentação do Brasil”, a feijoada deixou de ser exclusivamente um prato, é uma refeição completa.   Fato.





O cardápio
Os confrades

Para conhecer mais sobre o Projeto da Confraria de Leitores,  
que acontece nesta e nas demais escolas de Fundamental ll, acesse aqui.