Uma escola leitora recebe o editor Cortez

03:18:00Rio de Leitura

            
     Uma escola leitora ensina a ler para que seus envolvidos aprendam a pensar por si, e tem as competências de leitura e de escrita como bens essenciais na aprendizagem.

          Uma escola leitora nunca encara como neutra e distanciada a realidade que a circunda, antes, vê o professor como agente exemplar que serve de ‘gatilho’ para a provocação de outros leitores.

          Uma escola leitora entende a sua biblioteca como espaço privilegiado e nela faz investimentos, crendo que a situação dos não leitores é um caso passível de superação.

          Uma escola leitora valoriza a pessoa humana e vê, em cada participante, um protagonista de sua própria história.

           Uma escola leitora tem como função a promoção do processo de emancipação de cada um dos seus, seja aluno, professor ou funcionário;
                
           A partir desses paradigmas, podemos afirmar, categoricamente, que a Escola Municipal Íris de Almeida é uma Escola Leitora que hoje nos brindou com uma manhã por demais especial. Logo pela manhã deste dia 17, a instituição já nos recebia com a Tenda Literária: os livros eram os nossos anfitriões.


          
              Depois, a programação: crianças nos surpreenderam (por mais que creiamos como elas podem ir além, elas sempre nos maravilham) com a leitura de "A Caligrafia de Dona Sofia" de André Neves e um sarau envolvente. A presença do editor Cortez que acrescentou um esplendor a mais durante a inauguração da Sala de Leitura com seu nome (gente, uma sala que impera a cor azul, um azul diferente, um azul poético.


            Enfim, como assessora do Projeto "Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura" em Parnamirim, vivo de momentos como esse e sinto-me feliz em estar participando de momentos tão singulares. Como Claudia Santa Rosa - Coordenadora do Projeto Rede Potiguar de Escolas Leitoras - também não "sei escrever bonito", mas, a poesia que reside no sonho de fazer de minha linda cidade um lugar de leitores me acalenta, me emociona, me impulsiona. Sou mais feliz quando creio que podemos fazer mais enquanto cidadãos, quando visito escolas como o Íris, quando tenho uma equipe igualmente apaixonada, quando percebo o brilho nos olhos das crianças, quando acompanho gestoras como Andréia Cristyane, professoras mediadoras como Francilene Nunes, enfim, eu sou mais feliz hoje! Sem organizar quadras, nem rimas, sem combinar as palavras, de alguma forma, carrego o amor, nos meus rabiscos, como carrega o trovador e esta beleza da vida me ajuda a viver!

Ass.: Angélica Vitalino, que crê que escolas leitoras cooperam com a poética da vida e fazem eclodir poetas!


         

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