Conversas Literárias no Tapete

08:05:00Rio de Leitura



"Conversas no Tapete”: foi assim o encontro marcado com a poeticidade da escritora potiguar Salizete Freire, com as crianças leitoras da Escola Municipal Hélio Galvão. 


Alunos e professores presentes adentraram, ainda mais, no mundo da escritora  Salizete Freire
                           
O 'papo' com as crianças – prestigiado por muitas professoras mediadoras e pela secretária adjunta Marizete Amorim - foi descontraído e cheio de ludicidade, com a escritora a narrar suas experiências com o objeto livro e suas memórias como menina criada no interior em que a lua, as conversas com o avô despertaram e o amor aos livros foram fertilizadas no seu fazer artístico.

        Salizete encantou e motivou a todos com a resposta à uma das perguntas feitas por uma criança: “Como nasce um escritor?” Sem hesitar, respondeu que um escritor nasce do contato constante com os livros; de frequente visita às bibliotecas; de revisitar nossas memórias. Um autor, portanto, é gerado através do acesso diário à leitura literária. Para ela, todos, e não apenas uma classe privilegiada, podem ser escritores. O segredo é ter um repertório de leitura: “Deveríamos ler no mínimo 100 livros por ano, um bom escritor é, antes de tudo, um bom leitor”. A escrita advém de trabalho árduo com as palavras, não se dá num toque de inspiração, mas palavras germinam palavras, então todos podem basta “escovar palavras” como fez Manoel de Barros.


           Crianças do bairro Vale do Sol tem aprendido a tecer poesia recebendo, dia a dia, novos fios na sua biblioteca. A leitura literária tem sido um lenitivo para essas crianças que, atualmente, tem a oportunidade de saírem da sua condição social, imposta de um período marcado pela violência, e encontrarem, na leitura, uma forma de abstração e reflexão do papel delas no mundo, compreendendo que há outras possibilidades de se exercitar no mundo. O projeto “Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura” crê que a leitura de literatura é uma prática libertadora e transformadora por isso o investimento em ações, como levar um escritor a bairros como este.


         Acreditamos que essas crianças podem vislumbrar que, a despeito da condição social, podem ser livres, porque a liberdade de pensamento que a leitura literária oferece, jamais será confiscada delas. São ações como estas promovidas pelo Hélio Galvão, em especial, por nossa mediadora de leitura Jarlene Carvalho, diligente e incansável que tem feito que nosso rio pequeno deságue em boas águas.  Afinal, a leitura é como um rio que ninguém pode conter seu percurso...



Depois de tudo, um café literário nos reuniu, ainda mais....
                                 

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