Meu rio flui... para o mar da gratidão!

13:59:00Rio de Leitura


          Bom... os textos publicados aqui, nesse blog, tem sido escritos sempre em 3ª pessoa.  Como reza a cartilha dos projetos: com uma certa impessoalidade.

          Mas, neste, em especial, residirá a exceção.  Aqui quem fala é Angélica Vitalino, com todas as suas opiniões, pensamentos e sentimentos.  Nestas poucas letras há emoções comuns a uma professora que tem seu nome eternizado em um espaço de leitura.


“Dia 04 de junho de 2014.  Mais uma quarta-feira que aquece o moinho da vida.  Trata-se de uma manhã tumultuada em suas nuvens, porém sem chuva. Chego à Escola Municipal Maria Saraiva.  A Biblioteca Escolar tem o meu nome.  Ainda parece um sonho...

Chego atrasada.  Mães me aguardam.  Olhares atentos aguardam minha entrada.  Aprendi com amigos que, em todos os encontros, há explosões de poesia. Aqui, também, cumpre-se!

A mediadora de leitura Marlizete Ricardo – uma profissional que constituiu uma relação que transcende o profissional, pois passamos horas ao telefone (não apenas ela, tenho muitos amigos-irmãos que comungam comigo) – dá início ao evento que se chama “Face a Face com Angélica”.  Misturam, em mim, timidez e honra!

Crianças me perguntam sobre minhas primeiras leituras, minhas experiências no projeto, minha viagem a Colômbia.  Falo o que a emoção me permite compartilhar. Elas leem Cora Coralina e minha biografia (nunca pensei em ter minha vida assim exposta).  Tenho vontade de chorar, mas guardo as lágrimas em mim. As palavras voam e hipnotizam, embalam, embrulham e nos carregam para dentro dos livros.  Uma das mães ligadas ao Projeto “Laços com a Leitura” compartilha a experiência da leitura realizada para uma amiga que ainda não sabe ler. As lágrimas correm, mas são discretas.  A professora de Artes, junto a seu filho, em violão de delicadas cordas, executa a canção do “Mágico de Oz”, “Somewhere Over the Rainbow”.  O poema é lido.  Já não há tanta discrição em meu choro.  E não me envergonho disso. 



São empossados vinte mediadores e vinte semeadores: pais e filhos irmanados na arte literária.  De fato, não há amálgama melhor que a poesia.  



Ganho flores e todos recebem bombons com o meu nome.  





Meu rio flui... para o mar da gratidão!"


Com esperança...

Angélica Vitalino



          Poderia também ter escrito em 1ª pessoa do plural.  Afinal, como narradora deste blog, sou apenas um membro de um grupo que atua como uma unidade, com um desafio comum: fazer de Parnamirim um rio que flui para o mar da leitura!


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