Várias escolas leitoras em Parnamirim recebem a visita do editor Cortez

07:33:00Rio de Leitura

          Disseram, certa vez, que somos, de alguma forma, a soma das experiências que tivemos durante a vida.  Se é assim, fica difícil conceituar o editor José Xavier Cortez.

          Durante dias a fio, o proprietário da editora que possui mais de mil títulos publicados, visitou as Escolas Íris de Almeida, Augusto Severo, Carlos Alberto, Maria Saraiva e Jacira Medeiros, em uma maratona de várias horas dedicadas a um ato genuíno de dedicação à crianças e adolescentes até então desconhecidas a ele.

          Nesta ação sócio-política realmente desinteressada e despojada de vaidade (e como é raro esta atividade!), o editor apresentou algumas de suas obras, partilhou sua experiência junto aos livros e respondeu dezenas de perguntas feitas pelos alunos leitores em pleno período de suas férias. Repetiu o livreiro, nas suas visitas: "Foi a leitura que me emancipou!"



          Em contrapartida, recebeu abraços e faixas de boas vindas, carinho e doces com a imagens de seus livros, afagos e camisetas com a capa da sua biografia, pedidos de autógrafos, danças em sua homenagem e apreço - itens que não se contabilizam.

          Conhecer a história de vida de José Xavier Cortez faz saber, a todo e qualquer menino que desfrutou da presença dele nestes dias, que nobreza não é de nascença, mas de espírito. De fato, fazer o bem faz bem. 



 



          E, na coroação dos dias, um cordel feito pelo professor Edilberto Cleutom Santos:

MEU CORDEL EM MARTELO AGALOPADO AO FIDALGO LIVREIRO DOM CORTEZ

Cada um de nós temos nessa vida
Um prazer, uma honra, uma alegria
Que compensam as dores e agonias
Que é comum a qualquer gente nascida.
Esses bens é que nos acariciam
E nos dão alegria de ser gente
Minha honra é de conhecer um ente
Sem igual, de valor e de princípios
O Cortez é esse homem que me incita
A ser justo, gentil, forte e valente.
Seu Cortez é pra todos um exemplo
E pretendo provar neste martelo
Que espero seja igualmente belo
Como é bela no meu entendimento
Sua vida, verás que não invento:
Se o menino do sítio hoje é livreiro
Antes fora até mesmo garimpeiro,
Balconista e também agricultor
Na infância o seu pai ele ajudou
E partiu para o mundo marinheiro.
Mas Cortez não se fez nenhum Ulisses
Nem tufões e procelas enfrentou
Por Helena na guerra não lutou
Nem se fez prisioneiro de uma Circe
Pois humilde não dá-se à gabolice
Sua grande batalha e mor vitória
Que merece entrar para a história
Foi vencer a cruel desigualdade
Superando também a iniquidade
E entre livros tecer a sua glória.
Dos currais do sertão para a metrópole
Trajetória de tantos nordestinos
Contraria o comum desses destinos
Invertendo a premissa mais simplória
Para quem sertanejo é meritório
Tão somente o labor dos braços seus
Deixando o saber pra quem já leu
“Quem não leu que construa meu castelo”
Mas Cortez inverteu esse critério
E com livros a história reescreveu.
Eu encerro aqui a louvação
Nos dez pés de martelo agalopado
Não sem antes dizer que por meu lado
Ao Cortez tenho muita gratidão
Muito devo a esse cidadão
Que a mão me estendeu com amizade
Quando jovem ainda sem maldade
Buscava como ele o meu caminho
Por isso é que assino e sublinho
Dom Cortez é um nobre de verdade.

Edilberto C. - Educador

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