Maior Cajueiro do Mundo; Leitura Literária; Dia da Árvore; Parnamirim

O Cajueiro Floresce Poesia e se Enraiza em Pirangi

14:30:00Rio de Leitura

 Dentro de uma Árvore

Existo dentro de uma árvore,
em seu oco,
em seu silêncio, sou sua seiva
enquanto fabrica sementes.
Os pés se misturam
com as raízes,
caminham dentro da terra,
reconhecem o rumor
da noite subterrânea.
Os braços são galhos,
as mãos se balançam
ao redor do vento:
eu e a árvore
o mesmo pensamento.
Minha imobilidade 
dura alguns séculos.
Roseanna Murray

           O ouvinte deste e de outros tantos poemas de autoria dos potiguares Glacia Marillac, Weid Souza e dos brasileiros Vinicius de Moraes e Manoel de Barros, dedicados à Árvore, em seu dia, foi o imponente Cajueiro de Pirangi.  Este senhor, no alto de seus 100 anos de existência, que já rendeu reportagens em diferentes partes do mundo, atentava às vozes de meninos e meninas das Escolas do Polo 1: crianças e adolescentes do Maria Francinete, Sadi Mendes, Brigadeiro Eduardo Gomes, Raimunda Maria e Erivan França. E, no emaranhado de folhas e troncos, a poesia fazia raiz.  



          Crianças e adolescentes vieram dos bairros de Nova Parnamirim, Pium e Cajupiranga para a justa homenagem, ação orquestrada pela articuladora do polo Vera Vilela e abraçada por todos os mediadores de leitura, no dia 22 de setembro de 2015. Dele, receberam sombra aconchegante, oxigênio e suco de seu fruto; em troca, ofertaram um abraço poético, em plena gratidão e canções do cordelista José Acaci.

          A tamanha magnitude de ações como esta, se refletirá na hora da colheita: do alto do deque de madeira do cajueiro, pode-se ter uma visão de grande leitores que obteremos.



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