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O Fantástico no Timão: O Rio segue seu curso em comum união

19:05:00Rio de Leitura

Era fundo.  Era rio. Era límpido.

Nele, dezesseis carpas que nadam, em líquido e mágico espelho.  Céu e mar tão próximos, a confundir os seus azuis.   

O tempo galopou em 30 horas e era tempo de comunhão.  No percurso das vagas, o saber e o sorriso foram seus consortes.  Fluem em seu curso, sem trilhas no mar, pois que não há veredas escritas nas águas. Porém com olhos fitos nas estrelas, cardume sabe para onde vai. Seguem, satisfeitos.

Tão especial pareciam as horas, que os habitantes de escamas prateadas desejaram alargá-las, em solta magia.  Risos frouxos em bocas afuniladas – como convém aos peixes – alteiam as ondas.  E tais torrentes que coroam-se de espumas, fazem e desfazem seu penteado.  Por isso, também riem.  Seguem em curso.

No dorso, a alegria e, em saltos, foram à casarões submarinos, fazendas, minas, poemas sem fim. Crônicas mágicas, incontáveis inventos.  Milaboram contos de lambaris, mitos de dourados e pintados, dramas de acaris, rompendo as fissuras do real.  Novamente, risos.

Ondas gigantes que roubam o sono e fazem gargalhar, farfalhar de águas que trazem à cena e esbanjam satisfação.  

No caminho, uma fada das águas nos (re)lembra que “se tem gente com fome/sede, temos que dá de comer/beber”.   E então... é chegado o átimo do retorno ao cais. O cântico dos pássaros anunciava o reinado do dia.  Necessário era voltar.  

Ainda há redes a lançar, vestes a lavar, ilhas a conquistar. Um mar de infinitas águas nos aguarda.  Mais precioso que as pedras preciosas que descansam em suas entranhas e os seres fantásticos que lá habitam, é a voz que comanda o mover dessas águas.  Ao Timoneiro, o louvor!








P.S.:  Texto escrito após 30 horas reunidas junto aos articuladores dos polos de leitura, em face da participação em um congresso na cidade de Acari/RN. 

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