Instituto de Desenvolvimento da Educação completa 10 anos de trabalho

10:25:00Rio de Leitura

Fonte: www.ideducacao.org.br, acessado em 16 de outubro de 2015.



          Foi a coluna Roda Vida, assinada pelo jornalista Cassiano Arruda Câmara no extinto Diário de Natal, a responsável por tornar pública a novidade: o Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), uma associação civil sem fins lucrativos, iniciava as suas atividades na cidade. “Oito educadores, que já ocuparam vários postos nesta área, uniram-se para defender uma educação básica de qualidade e já estão botando o time em campo para jogar”, dizia a nota publicada em 13 de março de 2005.

          A escalação do time em questão era a seguinte: Adélia Medeiros, Cláudia Santa Rosa, Delia Fernandes, Eleika Bezerra, Laércio Segundo de Oliveira, Maria Evânia de Oliveira, Neide Maciel e Tácia Ataíde Pereira. Todos unidos pela mesma razão. Queriam promover ações capazes de contribuir para a garantia de uma educação escolar de qualidade e que favorecesse o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte. Assim, como pensavam os oito, seriam criadas as condições necessárias para viabilizar a inclusão social.

          As primeiras reuniões aconteceram no primeiro semestre de 2004, nas áreas de lazer de prédios onde fundadores moravam. Foi em uma delas que Cláudia e Eleika apresentaram coincidentemente a mesma sugestão de nome, IDE. Cláudia pensou na sigla que abreviaria Instituto de Desenvolvimento da Educação. Já Eleika, na conjugação do verbo “ir”. Era coincidência demais para se pensar em outro nome. Momento também para definir a missão, para traçar os objetivos. A biblioteca da Escola Estadual Sebastião Fernandes também foi cenário de muitos encontros. Até que, meses depois, no dia 1º de novembro, o Instituto foi criado oficialmente e se instalou no Edifício Lagoa Center, onde está abrigado até hoje, na sala 105. A partir daí, as primeiras parcerias começaram a ser estabelecidas e as ideias discutidas em tantas reuniões passaram a se tornar realidade.

          Segundo Cláudia, o IDE nasceu de uma necessidade. Não havia uma organização da sociedade civil no RN com foco na escola pública e praticamente não havia controle social na área. “Nossa preocupação sempre foi o funcionamento irregular das escolas, a falta de professores, a carência de qualidade no ensino, a apatia da população, a burocracia do aparelho estatal, a descontinuidade dos gestores e das políticas educacionais, as práticas clientelistas e paternalistas que produzem fracasso escolar e outras mazelas que têm contribuído para o insucesso de estudantes”, conta a educadora.

          Eleika lembra que a comunidade recebeu muito bem a proposta do IDE e em pouco tempo o Instituto já tinha na imprensa uma grande aliada. “Isso aconteceu exatamente por externarmos nossa preocupação com a grande questão da área, a educação básica, e por assumirmos o compromisso de defendê-la com consistência”, acredita a professora, que também recorda ter sido o IDE o primeiro no estado, da área de educação, a focar nas metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o milênio, principalmente a que trata da educação básica de qualidade para todos.

          Logo no início, as linhas de atuação do IDE também foram definidas. Dentre elas, a formação continuada de profissionais da área de educação, o trabalho com as famílias dos estudantes e com as próprias crianças e adolescentes, os estudos e pesquisas e as ações políticas. Esta para permitir a avaliação de cenários educacionais, o monitoramento e a proposição de políticas públicas, outra iniciativa pioneira no RN e que tornou o Instituto mais conhecido e referenciado pela mídia. Os jornais seguiam noticiando: o IDE estava criado e plenamente em ação.

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