Formação de mediadores de leitura; Rio de Leitura

Poesia se põe à mesa!

14:10:00Rio de Leitura

“A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Pão dos eleitos; alimento maldito. Isola; une. Convite à viagem; regresso à terra natal. Inspiração, respiração, exercício muscular. Súplica ao vazio, diálogo com a ausência, é alimentada pelo tédio, pela angústia e pelo desespero. Oração, epifania, presença. Exorcismo, conjuro, magia. Expressão histórica de raças, nações, classes. Experiência, sentimento, emoção, intuição, pensamento não-dirigido. Filha do acaso; fruto do cálculo. Arte de falar em forma superior; linguagem primitiva. Obediência às regras; criação de outras. Imitação dos antigos, cópia do real, cópia de uma cópia da Ideia. Loucura, êxtase, logos. Regresso à infância, coito, nostalgia do paraíso, do inferno, do limbo. Jogo, trabalho, atividade ascética. Confissão. Experiência inata. (...) Pura e impura, sagrada e maldita, popular e minoritária, coletiva e pessoal, nua e vestida, falada, pintada, escrita, ostenta todas as faces, embora exista quem afirme que não tem nenhuma: o poema é uma máscara que oculta o vazio, bela prova da supérflua grandeza de toda obra humana!”

          O vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1991 e importante ensaísta Octavio Paz, esteve 'presente', a 'jantar' conosco, na primeira formação ofertada pelo Projeto “Parnamirim, um rio que flui para o mar da leitura” neste último dia 9 de março de 2016,  no Auditório da Universidade Potiguar.



           Dezenas de mediadores de leitura estavam lá a degustar poetas, lamber teoria e devorar estratégias de trabalho em uma profusão de especiarias.  Dividiram o jantar conosco os poetas potiguares Diva Cunha, Drika Duarte e Geraldo Ribeiro Tavares – que lançou seu novo cordel “A Suprema Biblioteca” e os escritores Wislawa Szymborska, Paulo Leminski e Roseanna Murray. Fartamo-nos!





          Às vésperas do Dia Nacional da Poesia, generosas porções de teoria foram experimentadas ao ritmo de um verso em redondilha maior.  

          Como que a chupar cajus – como convém a bons parnamirinenses – planejamos receber nossas crianças, adolescentes e adultos famintos e desejosos de arte!
Contentamento, não apenas para o corpo, mas para a alma!  Bom apetite para 2016!





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