Lançamento de livro da Escola Brigadeiro Eduardo Gomes marca o fechamento do projeto em 2016

10:25:00Rio de Leitura

         



         Recebi a obra “Rio Pequeno de Grandes Histórias” dentro de uma biblioteca e das mãos da mediadora de leitura Maria José Pinheiro; me atingiu com toda a força e delicadeza com um movimento de ‘olhar para trás’, alicerçando minha identidade como parte – que sou - da cidade de Parnamirim/RN. 

         A obra caminha, em terreno já trilhado com os contornos e limites precisos de um início de uma cidade, porém sob o olhar inaugural da criança e do adolescente que não viveu o nascimento de Parnamirim.

  Para o jovem leitor fica a possibilidade de visualizar um município que sequer supunha ter existido e, aos mais vividos, a alegria de recordar os velhos tempos. São visões do passado, de uma cidade bem distinta, no qual o cotidiano de seus habitantes se desenvolvia num ritmo diferente, tudo narrado sob a condução de professoras que destilam amor pela cidade, como, por exemplo, da professora e escritora Terezinha Martins.  São versos escritos com grafite e pergaminho ao mesmo tempo, com passado, presente e futuro entrelaçados em esperança, iluminado com lamparinas. 

          Mais de meio século após sua emancipação não é suficiente para relegar a terceira cidade do estado do Rio Grande do Norte ao esquecimento.  Há que se eternizar, nas páginas de um livro, a cidade que é a peça chave na segunda guerra, que marcou a história mundial: há que se festejar a rota turística indispensável no Estado, e em intenso crescimento urbano, imobiliário, econômico, enfim, destaque na história potiguar.  Porém a marca, da qual nos orgulhamos de deixar impressa, é de ser um “Município Leitor”: título que conquistamos no cenário nacional, a ser comemorado no perpassar do dia a dia, celebrando a maravilha do cotidiano e de tempos idos.  A obra, então, no tropel do tempo, deixa claro que nosso povo mobiliza o direito à memória e ao livro: laços difíceis de serem separados quando se mergulha em águas profundas. 

          Iniciado como um córrego, agora nosso rio tem águas caudalosas com edição de livros que nascem nas mãos de crianças.  “Toda a tristeza dos rios é não poder parar!”, já dizia Quintana, o poeta das coisas simples. O que seria de Parnamirim sem esse ‘mar de grandes histórias’, que expande o seu horizonte e encharca de esperança os dias por vir?

Angélica Vitalino
(Prefaciando a obra)

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