Memórias e Confidências de um Rio que Flui...

15:01:00Rio de Leitura

          Quando o ponteiro do relógio bateu uma dezena e algumas horas a mais, e o tempo escorria qual água de um rio em suas correntes de instantes, nosso sarau começou.




          O evento - ocorrido em um entardecer do dia 25 de julho de 2017 - trazia a memória como finos tecidos que constroem a nossa história coletiva, traduzidas em cartas de Manuel Bandeira e Auta de Souza, em fatos que rasgaram os nossos anais, movimentos no fazer-dizer da dança clássica, poemas bíblicos e de Roseana Murray, na composição de objetos que remetem ao passado, em nossas referências nordestinas com Patativa do Assaré e Jessier Quirino, enfim.  Era o tempo que amadurecia.





           Celebrávamos o Dia dos Avós.  Presentes estava muitos daqueles que colecionaram eras e mediadores de leitura vestidas em pérolas, homens em abotoaduras: todos imersos na literatura. No Dia Nacional do Escritor, crianças matriculadas em um centro infantil, adolescentes que lidam em uma escola de Fundamental ll, professores mediadores e avós amalgamados pelos escritos daqueles que nos fazem fluir.



          Quem eram mesmos estes em cujas estações se sublinham diferentes viveres? Dez avós homenageados representando os demais.  Esses retratados por escritores como Manuel Cavalcante, presente na celebração, em colo de onde se contempla as delícias necessárias da poesia.

         Eram quase 16 horas e uma das mais antigas invenções humanas – o relógio – pediu passagem.



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