acervo PNLD Literário

Em cada canto, um livro: Escolas selecionam acervo do PNLD literário

08:21:00Rio de Leitura

          Escolas brasileiras poderão, pela primeira vez, selecionar as obras literárias que usarão durante o ano letivo de 2019. Via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Ministério da Educação (MEC) distribuirá livros para composição do acervo de salas de aula e bibliotecas, além de livros para alunos do 4º e 5º anos.

          A responsabilidade é grande. E, para lidar com ela, a equipe do Rio de Leitura uniu-se a alguns outros técnicos da Secretaria de Educação e mediadores de leitura experimentados no fazer com a Educação Infantil e no Fundamental l, para um um trabalho colaborativo nesta triagem em um trabalho que se computou muitas horas, sob a coordenação pedagógica de Júlio Araújo: procurar informações em listas de programas governamentais e entre mais de cem editoras contempladas, analisando as obras (lendo-as até seu desfecho), comparando com críticas literárias e revistas especializadas, separando títulos que contemplem os diversos gêneros, alternando editoras e escritores, e, em tudo, sobressaltando a qualidade textual e estética das obras.

          Depois da pré-seleção, hoje, dia 08 de setembro de 2018, as escolas, através de seus gestores e coordenadores, puderam fazer a intersecção com suas escolhas, modificando, acrescentando e/ou retirando títulos escolhidos dentre os mais de sete centenas disponibilizados.  Certamente esta renovação de acervo poderá dar à literatura um espaço maior em nossas instituições escolares e nas vidas de quem ensinamos: o tal do mergulho no que em nós é mais humano.  


"Para que escrever, para que ler, para que contar, para que escolher um bom livro em meio à fome e às calamidades? Escrever para que o escrito seja abrigo, espera, escuta do outro. Porque a literatura, mesmo assim, é essa metáfora da vida que continua reunindo quem fala e quem escuta num espaço comum, para participar de um mistério, para fazer que nasça uma história que pelo menos por um momento nos cure da palavra, recolha nossos pedaços, junte nossas zonas mais inóspitas, para nos dizer que no escuro também está a luz, para mostrarmos que tudo no mundo, até o mais miserável, tem seu brilho 

(Trecho de María Teresa Andruetto, da sua obra "Por uma literatura sem adjetivos", lido durante o encontro).












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